17 de julho de 2018
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Há dez mil anos vivíamos em média 20 anos. Na antiga Grécia a expectativa média de vida era de 25 anos. Em 1900 no Brasil esta expectativa era de 30 anos. Hoje vivemos uma situação completamente diferente. Em Santa Catarina temos uma expectativa que beira os 80 anos.

Estamos vivendo mais e nosso contingente de idosos aumenta consideravelmente a cada década. Estes fatos representam uma grande mudança na sociedade e precisa levar as empresas de forma geral, a repensarem suas formas de contratações e de desenvolvimento de seus profissionais.

Nos quatro cantos do mundo, nossa sociedade é formada por governantes mais idosos, o que também acontece com a maioria dos grandes líderes de prósperas corporações.

No Brasil temos grandes dificuldades para observar, acompanhar e compreender este fenômeno. Muitos ainda pensam que o “sangue novo” é a solução para todas as anomalias.

É óbvio que precisamos de novas mentes criativas e inovadoras, pessoas das chamadas geração X e geração Y, mas também precisamos do chamado “sangue velho” com toda a sua experiência e sabedoria, hoje denominado boomers.

A inteligência de gestão exige que saibamos equilibrar o velho e o novo, transformando as organizações em ambientes globalmente competitivas. A geração digital precisa de mentores para se adaptarem ao ambiente organizacional, diferente do ambiente das redes sociais das quais fazem parte.

Não dá mais para aceitar a idéia de que um gestor tenha que ter em média 35 anos. Pensar desta forma é não estar antenado como o que acontece na realidade.

A maioria das pessoas que admiro pela inteligência e capacidade, são pessoas com mais de 50 anos. Nossas empresas estão repletas de exemplos.

Precisamos pensar em formas de aproveitar a inteligência acumulada por estas pessoas. Não podemos mais acreditar que o correto seja aposentar-se aos 50 anos e passar o resto da vida pescando na praia ou  assistindo televisão. As empresas precisam como nunca de influenciadores e educadores. Para cumprir este papel é preciso ser sábio. A sabedoria decorre principalmente da experiência acumulada.

Por outro lado é necessário que os jovens senhores e jovens senhoras, sejam receptivos ao aprendizado contínuo. “Quanto mais amadureço, mais preciso de conhecimento” esta é a tônica, para se manter sempre atualizado.

Existem ainda outras verdades. Pessoas mais maduras já representam grande importância na grade de consumo. Nos Estados Unidos 43% dos carros novos e 49% dos carros de luxo são comprados por pessoas com mais de 50 anos. Eles também detêm quase 50% dos cartões de crédito e são proprietários de 77% dos bens patrimoniais de pessoas físicas. E esta realidade começa a mostrar seus sinais por aqui.

Portanto, não negligencie a força dos cabelos brancos e também não permita que tanto conhecimento seja jogado no lixo. É preciso aproveitar todo este potencial na orientação daqueles que chegam ao mercado de trabalho. A GERAÇÃO digital é tecnologicamente avançada, mas ainda tem dificuldade de compreender os meandros organizacionais e os “boomers” podem ajudar muito nisto.

Pedro Luiz Pereira
Presidente da ABRH-Joinville
Diretor de Desenvolvimento Humano e Organizacional da BRASCOLA.

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