17 de julho de 2018
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O mundo empresarial viveu grandes transformações nas últimas décadas. Com margens de lucro cada vez mais apertadas, cresceu a necessidade de aumentar os índices de produtividade e reduzir os custos. Para chegar a um resultado positivo para essa equação, também passou a ser desejável um novo perfil de profissional, que consiga contribuir efetivamente para o sucesso do negócio.

A partir dessa demanda de mercado veio paralelamente a exigência de mudanças na seleção desses profissionais. Se há alguns anos bastava ter uma formação técnica ou acadêmica adequada para a vaga ou comprovar experiência em uma determinada função, hoje, além disso, é preciso mostrar, na prática, um conjunto de habilidades comportamentais que colaborem para um melhor ambiente de trabalho e para a geração de resultados positivos.

Para lhe ajudar a entender essas alterações de perfil ideal, vamos mostrar neste post a diferença entre as habilidades técnicas, ou hard skills, tão essenciais anos atrás, e os novos diferenciais procurados atualmente como: as soft skills, o mindset e o fit cultural.

O que se procurava antes?

Há cerca de 10 anos o mercado de seleção profissional era focado na formação e na competência técnica do candidato. Também era levado em consideração o tempo de experiência da pessoa em um determinado trabalho. Era importante mostrar o saber fazer. Ou seja, o que contava mais eram as hard skills.

Hard skills

As hard skills são as habilidades técnicas, aquelas que são aprendidas por meio de cursos, certificações ou graduações. Podem ser quantificadas e são tangíveis. As pessoas podem adquirir suas hard skills nas salas de aula, em treinamentos específicos ou até mesmo por experiência em um determinado trabalho.

Geralmente, nos anúncios de vagas de emprego, as hard skills ainda são dominantes nas descrições de requisitos, já que costuma-se pedir uma formação específica, cursos ou até mesmo idiomas. Por exemplo, graduação em Administração, especialização em Gestão Empresarial, domínio de pacote Office, inglês fluente. São conhecimentos que a pessoa ou tem ou não tem, ela não adquire de uma hora pra outra só pra se adaptar melhor a uma determinada vaga ou ambiente de trabalho.

O que se procura hoje?

Apesar das competências técnicas ainda serem fundamentais para a maioria das vagas, hoje em dia, só isso não é mais suficiente para ser o profissional de destaque para aquela posição.

Atualmente, o envolvimento e comportamento do profissional e as competências ligadas às necessidades do negócio da empresa podem ser ainda mais determinantes. Entram então em questão as habilidades emocionais ou soft skills, o modelo mental ou mindset, e um fit cultural mais adequado possível para empresa e candidato.

Soft skills

Se as hard skills são as habilidades técnicas, as soft skills podem ser consideradas as habilidades comportamentais. Elas são mais difíceis de medir, de avaliar e também não são adquiridas de uma hora pra outra.
Entre algumas das existentes podemos citar:
• comunicação,
• flexibilidade,
• trabalho em equipe,
• resolução de problemas,
• atitude positiva,
• motivação,
• liderança,
• ética e
• capacidade de trabalhar sob pressão, etc.

Estas habilidades mostram como a pessoa se relaciona com as demais e também como costuma agir no ambiente de trabalho. Elas influenciam diretamente o relacionamento entre os integrante da equipe e podem impactar na produtividade.

As soft skills podem não aparecer em alguns anúncios de vagas, mas, certamente, são muito observadas e desejadas ao longo dos processos seletivos. Os headhunters sabem quais comportamentos são necessários e avaliam isto durante todo o processo seletivo. Seu comportamento passado e atual, prediz seu comportamento futuro.

As soft skills são muito mais procuradas pelos recrutadores porque, como são diretamente ligadas ao comportamento da pessoa, também são aquelas mais difíceis de serem modificadas. Elas fazem parte das características pessoais e exigem tempo e dedicação para serem desenvolvidas ou aprimoradas.

Mindset

Além das soft skills, o mercado procura também candidatos que tenham um novo modelo mental, o mindset, mais flexível e direcionado para o crescimento e resolução de problemas.

São pessoas que buscam olhar os desafios como algo positivo e a partir disso vencer suas limitações e construir uma solução ao problema apresentado. Ou seja, são profissionais que não apenas executam suas tarefas, mas que contribuem decisivamente para o progresso do negócio.

O mindset é o modo como a pessoa lida com determinadas situações. Esse conceito foi estudado e divulgado pela mundialmente renomada psicóloga Carol Dweck, da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, que estabeleceu dois tipos de mindset para as pessoas: o fixo e o de crescimento.

No mindset fixo, as pessoas acreditam nas suas qualidades básicas como inteligência e talento e acreditam que isso sozinho pode criar o sucesso, sem necessitar esforço. Mesmo as que se acham com poucos talentos, se conformam com isso e não acreditam no desenvolvimento progressivo.

Já quem tem o mindset de crescimento acredita que suas habilidades básicas podem ser desenvolvidas por meio trabalho constante e dedicação. Elas têm vontade e disponibilidade para aprender e resiliência para se adaptar. São pessoas que entendem que ninguém atinge grandes conquistas se não houver esforço e atitude para isso.

Fit cultural

O fit cultural também é um fator importante levado em conta na hora da escolha do profissional, pois significa que ele tem um perfil que se adapta à cultura da empresa.

Por isso, antes de procurar esse profissional, é essencial que o próprio RH tenha a consciência correta, não só dos requisitos técnicos, mas também do comportamento desejado e qual é a cultura da empresa.

Existem no mercado diversos testes preditivos que traçam um perfil de tendência comportamental e são excelentes ferramentas para auxiliar nos processos de seleção e desenvolvimento.
Fazer o recrutamento baseado na cultura da empresa aumenta as chances da seleção certa e também da retenção do talento, pois com o fit cultural a escolha tende a ser positiva tanto para o candidato quanto para a própria empresa, já que os valores de ambos estão alinhados.

Para ser esse candidato desejado pelo mercado é preciso então ter as hard skills, mas mais do nunca, são necessárias também as soft skills, um mindset voltado para o crescimento e um fit cultural com a empresa onde se quer trabalhar.

Se gostou dessas informações, compartilhe em suas redes sociais e ajude outros profissionais a entenderem esse novo perfil que o mercado é avido por encontrar.

Paulo Sérgio de Souza Corrêa

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