18 de setembro de 2018
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Embora estejamos vivendo um momento de transição acelerada, uma parcela da sociedade ainda não percebeu os reflexos que isto tem trazido.

Temos pressa como nunca e precisamos que as ações, as atividades humanas, a educação e outras formas de socialização da informação e do conhecimento sejam feitas de forma mais eficaz e extremamente rápida.

Os cursos precisam ser mais dinâmicos, as palestras mais objetivas, as reuniões mais organizadas, os congressos mais interativos, eficientes e condensados e os discursos os mais breves possíveis.

São incontáveis as situações das quais participei, em que os discursos, palestras, e cursos são extensos e cansativos. O efeito quando isto ocorre é exatamente o oposto, ou seja, em vez de agradar e sensibilizar, o orador passa a ser visto como uma pessoa chata, ao qual as pessoas não prestam a devida atenção.

Um dos discursos mais famosos de que se tem notícia foi feito por Abrahão Lincoln e tinha apenas uma frase.

As áreas de Desenvolvimento de Pessoas, antigamente conhecidas como Áreas de Treinamento, precisam observar este novo cenário e esta nova necessidade que se faz presente no meio empresarial. Se antigamente a capacidade de concentração de um aluno era de 50 minutos, segundo especialistas ingleses, este tempo caiu para 7 minutos. Não é por acaso que as grandes de programação das emissoras de Televisão, orientada as gerações Y e Z sejam as mais compactas e dinâmicas possíveis.

É preciso orientar os multiplicadores de conhecimento para que sejam menos prolixos em suas atividades. É preciso sensibilizar as pessoas sobre o fator tempo, cada vez mais escasso, nas organizações.

Tem sido cada vez mais freqüente nas empresas a adoção de medidas que diminuem o contingente de pessoas. O fenômeno “Carga Pesada” aquele em que as pessoas possuem mais trabalho do que tempo para executá-los é uma realidade nas organizações em todo o mundo.

Se temos menos gente para executar as tarefas, precisamos de ferramentas e métodos mais eficazes. Precisamos também é claro, de muito conhecimento. Um conhecimento que se torna obsoleto de forma cada vez mais rápida.

Vivemos uma era aonde o aprender é uma atividade eterna, que ocorre não apenas na infância e na juventude, mas até o derradeiro minuto.

Hoje até as carteiras das salas de aulas estão sendo feitas de material mais resistente, pois não são somente as crianças que sentam nos bancos escolares, mas também muitos adultos.

Precisamos e devemos buscar cada vez mais formas criativas para se passar o conhecimento. A criança aceita sem muita resistência o que é passado, pois ainda lhe falta experiência para questionar e discordar.

O adulto é mais exigente, pois ele faz uma ligação entre o que esta sendo dito, àquilo que é a realidade. Além é claro de ter uma rotina mais dinâmica, por força das circunstâncias.

Senhores oradores (consultores, empresários, trabalhadores, professores, advogados, palestrantes e principalmente políticos) vamos ser mais diretos, objetivos e práticos. Estamos vivendo um novo tempo. Palavras bonitas precisam ter também muito conteúdo, não devem ser repetidas de forma exagerada e muitas vezes até irresponsável.

Queremos mais objetividade no discurso e no repasse do conhecimento porque temos menos tempo para executar nossas tarefas, ficar com a família, sair com a namorada, brincar com nossos filhos, ler nossos livros e ter uma vida social saudável.

Queremos e precisamos continuar a aprender, mas os métodos precisam ser repensados.

Pedro Luiz Pereira – Presidente da ABRH Joinville
Diretor de Desenvolvimento Humano e Organizacional da BRASCOLA

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