13 de dezembro de 2019
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Quais são seus pontos fortes e fracos? Esta é uma pergunta recorrente em muitos processos seletivos e saber respondê-la com propriedade pode ser determinante para ser ou não escolhido para uma vaga profissional.

Os pontos fortes são aqueles que você realiza com mais facilidade e tem melhores resultados. Nos pontos mais fracos, podemos incluir aqueles itens que você tem mais dificuldade para executar, ou quando executa não consegue fazer em um padrão tão elevado.

Para descobrir quais são suas maiores qualidades e onde você poderia melhorar vamos lhe indicar quatro passos para seguir:

1º Passo: Faça uma autoavaliação

O passo número um é começar com uma autoavaliação. Para isso, faça uma lista (não importa se vai ser no papel, no computador ou celular…) com uma divisão: em uma parte você coloca os pontos fortes e na outra os pontos fracos. Ou seja, em um lado aquilo que você é elogiado quando faz, e no outro aquilo que não faz tão bem e chega até a prejudicar seu trabalho eventualmente.

Nos dois casos isso deve incluir as soft skills e também as hard skills, ligadas às competências mais técnicas, como graduações, especializações e domínio de idiomas. O que vai determinar se cada item representa um ponto forte ou fraco é você ter ou não aquela habilidade ou características. Nada melhor pra entender do que os exemplos práticos. Então, vamos a eles!

Nas soft skills você pode incluir capacidade para resolver problemas ou conflitos, flexibilidade, comunicação, etc. Se você resolve problemas com facilidade, se comunica com as pessoas, ou faz ótimas apresentações em público, estes com certeza são fatores positivos. Mas se você tem dificuldade para interagir, não é flexível para mudança, tem dificuldade para se adaptar a novidades, então, são obviamente pontos fracos que precisam ser trabalhados.

Quando pensamos nas hard skills ocorre o mesmo. Uma alta formação técnica que seja bem relevante na sua área, o domínio de mais de um idioma, um curso técnico bastante específico podem ser pontos fortíssimos para muitas vagas. Mas se o seu objetivo for uma posição em uma multinacional, onde o idioma inglês é imprescindível e o seu nível no idioma é apenas o básico, isso é um ponto desfavorável.

Confira algumas habilidade e competências que você pode analisar para incluir na sua lista:
– Facilidade de comunicação
– Capacidade para resolução de problemas/conflitos
– Flexibilidade e abertura às mudanças
– Capacidade de liderança
– Controle emocional
– Formação acadêmica ou técnica na área
– Domínio de idiomas
– Inclusão na era digital (Sim! Dominar ou não as novas tecnologias pode ser um ponto forte ou fraco nos dias de hoje!)

Estas são somente algumas ideias, pois para fazer a avaliação, tudo vai depender também de qual vaga a que está concorrendo, qual a profissão, etc.

Lembre-se que essa primeira etapa é a sua avaliação pessoal, é aquilo que você acredita que tem de melhor e o que não é tão bom assim. Mas não é somente isso que conta, então, vamos para o segundo passo!

2º Passo: Peça feedback

Depois dessa autoavaliação, é hora de partir para uma nova etapa: o feedback de outras pessoas. Isso pode incluir familiares, amigos, colegas e até mesmo os chefes.

Você pode perguntar para os outros, o que eles pensam a seu respeito, utilizando os mesmos critérios aplicados na sua autoavaliação. Eles consideram, por exemplo, que você tem ou não controle emocional, que é aberto a mudanças ou prefere estabilidade constante?

Para que essa etapa dê certo é importante que as pessoas consultadas sejam sinceras e não tenham receio de falar suas opiniões e que você não fique ofendido com o que vai ouvir delas.

3º Passo: Compare os resultados

Agora pegue o resultado da sua autoavaliação e compare com o feedback que as pessoas deram a seu respeito. As avaliações conferem ou existem grandes divergências em alguns itens?

Essa comparação também é fundamental para ter uma visão ainda mais clara sobre seus pontos fortes e fracos. Assim, você tem os dois lados da moeda: a sua avaliação e a externa, o que garante um resultado bem mais realista.

Afinal, às vezes podemos achar que estamos agindo de um determinado jeito, mas na verdade, nossa imagem para os outros pode acabar sendo completamente diferente daquilo que estamos pretendendo ser.

A partir desse contraste entre as duas avaliações, pode-se fazer análise mais honesta e então seguir em frente para definir onde vale mais a pena investir para se tornar um melhor profissional.

4º Passo: avalie onde investir

Você já conseguiu chegar a seus pontos fortes e fracos, então agora, a pergunta é: preciso somente melhorar os pontos mais negativos ou vale também querer aprimorar os pontos mais positivos?

Isso tudo depende! E depende de como esses pontos afetam os seus objetivos, o seu trabalho, a sua carreira. Se um dos seus pontos fracos tornar você um profissional tão limitado a ponto de prejudicar seu desempenho e seu crescimento, então esse fator deve ser trabalhado e melhorado. Mas se ao contrário, é um ponto fraco que não influencia muito, não vale tanto a pena investir tempo aperfeiçoando algo não tão necessário no seu dia a dia.

Tudo depende mesmo da situação. Em determinados momentos vale até investir mais em alguns pontos fortes, que podem ajudar a aumentar sua performance e torná-lo um profissional de excelência em sua categoria.

Então, é preciso avaliar se aquele ponto fraco ou forte é ou não relevante para a sua carreira e o impacto que ele pode trazer para a realização dos seus objetivos e entrega de resultados.

Na hora da entrevista

Num processo seletivo é comum o entrevistador querer saber onde você atua melhor e onde tem dificuldades. É importante entender que todos os profissionais têm seus pontos fortes e fracos, isto é normal.

Alguns candidatos têm dificuldade em falar sinceramente de seus pontos fracos. Mas ao contrário de que possam pensar, estar consciente de suas limitações pode contar a seu favor.

Se você não tem esta visão de si mesmo, pode passar a impressão de não saber lidar com isto ou achar que não precisa desenvolver nada, passando uma impressão de uma autossuficiência e até mesmo arrogância.

Uma outra dica é sempre que falar de um ponto fraco ou a desenvolver, tenha noção do impacto que isto pode causar no trabalho e como você faz para contornar esta dificuldade. Afinal, mesmo nossas qualidades, se usadas nos extremos, podem se transformar em armadilhas, tornando-se um ponto fraco.

Além de seguir esses passos aqui propostos, existem métodos específicos que podem lhe ajudar nesta busca por seus pontos fortes e fracos. A Keeptalent é a consultoria autorizada da Thomas International em Santa Catarina. Em www.thomasinternational.com.br você encontra uma série de instrumentos que fazem avaliações cognitivas, preditivas e de inteligência emocional que podem lhe ajudar a conhecer melhor seus pontos positivos e a desenvolver.

Quer saber mais sobre como avaliar seu potencial por meio da análise de suas competências? Entre em contato com a equipe da Keep Talent.

Paulo Sérgio de Souza CorrêaPaulo Sérgio de Souza Corrêa

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