29 de outubro de 2020
  • 12:10 AS 10 HABILIDADES PROFISSIONAIS MAIS EXIGIDAS NA ATUALIDADE
  • 12:38 CEO DA KEEPTALENT É NOMEADO EMBAIXADOR DA DCH NO BRASIL
  • 10:24 A CONEXÃO ENTRE SUA VIDA FAMILIAR E SEU MODO DE LIDERAR.
  • 17:27 6 ORIENTAÇÕES PARA ENTREVISTA DE EMPREGO POR VIDEOCONFERÊNCIA
  • 14:49 ENTREVISTA DE EMPREGO REMOTA É O NOVO NORMAL. VOCÊ ESTÁ PREPARADO?

O Fórum Econômico Mundial projetou o documento “O Futuro do Trabalho”, onde especialistas em estratégia empresarial e gestão de pessoas apontaram quais seriam as 10 habilidades mais exigidas no mercado de trabalho em 2020. O que na época era uma prospecção, hoje se transformou em realidade e as habilidades comportamentais indicadas há quatro anos se tornaram fundamentais para quem quer potencializar sua carreira em qualquer área profissional.

A premissa de que se contrata por conhecimento técnico e se demite por comportamento nunca esteve tão atual. Isto reforça a importância de buscar o autoconhecimento para identificar quais seus pontos fortes e assim desenvolver mais essas habilidades e, ao mesmo tempo, ter consciência de onde tem mais dificuldade para então mitigar os impactos negativos.

Para lhe ajudar, neste artigo vamos mostrar quais são as 10 habilidades indicadas pelos especialistas para aumentar suas chances de identificá-las e desenvolvê-las.

1- Resolução de problemas complexos

Resolver problemas faz parte das tarefas de todos os profissionais e não apenas de alguns cargos específicos. No entanto, problemas do dia a dia ou mesmo problemas complicados são diferentes de problemas complexos. Um problema é considerado complexo quando é necessário conjugar a resolução dele com inúmeras variáveis e atores implicados entre si formando um todo. Onde normalmente não temos histórico testado para nos apoiar e lidamos com redes de múltiplas causas e interação, interconectadas, não havendo portanto caminhos de causa e efeito claramente distinguíveis.

Este cenário requer do profissional abertura para aprender, muita criatividade, adaptabilidade e, principalmente, a capacidade de reunir as pessoas em torno do objetivo comum e liderar as informações, instrumentos e as capacidades individuais para que formem o todo da solução.

2- Pensamento crítico

Diante de um cenário, fato, comentário ou ação, todo mundo vai fazer uma análise, buscar por argumentos internos e formar uma opinião. Este é o processo do pensamento e isso é próprio de qualquer ser humano. Porém, muitas vezes, esse pensamento pode vir com uma carga de história passada, vieses inconscientes e impulsos que podem levar a uma decisão sem o embasamento necessário.

Pensar de modo crítico implica numa leitura de cenário, busca de informações e análise das variáveis e, através destes inputs, raciocinar um caminho para a tomada de ação/decisão.

Pode parecer semelhante, mas não é. No pensamento crítico eu não me deixo levar pelo meu modo automático de pensar, mas analiso o objeto, faço uma reflexão das informações, variáveis e cenários e formo uma opinião com embasamento. Independentemente de ser certa ou errada esta opinião, ela é fruto de um processo. Ler a situação, buscar mais elementos, refletir e formar o pensamento.

O pensamento crítico, portanto, funciona a partir de um processo racional e consciente, utilizando suas habilidades cognitivas e sua atitude. Por isso, é importante desenvolver uma postura curiosa e investigativa, estar aberto a aprender, estar alerta que há manipulação de informações e notícias falsas e que precisam ser questionadas. Pensamentos enraizados e crenças limitantes precisam ser identificados em nós mesmos para abrir espaço para evoluir.

3- Criatividade

Todos nós nascemos com criatividade, ou seja, ela é uma habilidade inata, faz parte de nossas conexões cerebrais. Mas para que ela floresça é preciso coragem e persistência. Coragem para quebrar barreiras, sair do conforto e abrir espaço para a experimentação. Persistência para tentar, inventar, fazer diferente. E tudo bem que muitas vezes você vai errar, mas seu erro pode lhe levar a um acerto fundamental.

O que é processual, estatístico, matemático, o algoritmo vai resolver, porém, buscar saídas para problemas complexos e humanos vai depender de criatividade. Criar novos serviços, novos produtos, ler as necessidades não explícitas, criar desejos. Mesmo com a rápida evolução digital, a inteligência artificial não tem, ainda, a capacidade humana da criatividade. Portanto, é uma habilidade que o mercado valorizará cada vez mais.

4 – Gestão de pessoas

Apesar de esta ser uma habilidade mais requerida em quem lidera pessoas, não espere ter um cargo de liderança para exercitá-la. O mundo do trabalho caminha rapidamente para lideranças por projetos e itinerantes,  onde por seu conhecimento e habilidades, mesmo não tendo um cargo de chefia, você vai liderar o projeto e, neste momento, tem que saber liderar pessoas para que colaborem com você.

Gerir pessoas implica antes de tudo ter um bom conhecimento de si mesmo. O problema é que as pessoas investem pouco no autoconhecimento. Entender como você é, o que lhe inspira, expande ou limita, seus pontos fortes e fracos, seu jeito de ver o mundo, vai ajudar a identificar essas características nos outros e isso será fundamental para sua liderança.

Liderar pessoas é saber identificar as características comportamentais de cada uma, atuar para potencializar as habilidades positivas e desenvolver os gaps. O que implica saber ouvir, entender as dificuldades, facilitar o caminho e aproximar interesses.

Há muitos instrumentos, ferramentas e técnicas para lhe ajudar a liderar, mas se você não entender que o papel principal de um líder é servir, inspirar e motivar e que os poderes de um cargo de liderança trazem antes de tudo grandes responsabilidades, você não será um líder de fato. E saiba que as pessoas conseguem reconhecer onde há ou não há liderança de fato e não apenas de direito.

5. Coordenação com os outros

O mundo atual é digital e as demandas são exponenciais. Mas o planeta, o tempo e nós somos lineares. A única forma de acompanhar isso é usar a colaboração. No mundo organizacional ninguém faz nada sozinho, precisamos dos outros para complementar nosso trabalho. Assim sendo, saber coordenar com os outros, ou seja, colaborar e buscar colaboração, é imprescindível. E para qualquer pessoa colaborar são necessários dois aspectos muito importantes: confiança e objetivo em comum. Neste sentido, desenvolver relacionamento interpessoal, ser transparente, saber ouvir e se comunicar adequadamente, bem como encontrar os objetivos em comum, num processo onde todos ganham, facilitará sua vida e suas entregas. Eu me relaciono bem com os outros porque ao fazer isto eles tendem a colaborar mais comigo. Isto demanda esforço e energia, mas no fim quem ganha é você.

6 – Inteligência Emocional

Ninguém consegue impedir as emoções, elas estão no nosso sistema límbico e, portanto, são automáticas. Mas podemos racionalizar quais ações e atitudes teremos a partir destes sentimentos. Isto é gerenciar as emoções. É aquela velha máxima de que mais importante do que a vida traz para você é o que você faz com o que a vida te trouxe. Em resumo, isto é inteligência emocional. Como eu faço a gestão das minhas emoções e como eu leio, entendo e interajo com as emoções dos outros.

Por exemplo, o quanto você consegue se perceber quando não está bem para entrar numa discussão e que o melhor é esfriar e deixar para outro momento (controlando seu impulso). Ou se consegue ler que o comentário feito a um colega não caiu muito bem, acolher e ter a possibilidade de esclarecer melhor. (percepção da emoção e empatia).

São situações corriqueiras, mas que fazem muita diferença nos relacionamentos e na sua postura profissional e de vida. E acredite, pessoas com inteligência emocional desenvolvida tornam-se profissionais de destaque.

7  – Julgamento e tomada de decisão

Ser ou não ser, eis a questão. Esta conhecida frase de Shakespeare traz no seu bojo o sentido de julgamento da vida e de decisão de que caminho escolher. Nós estamos o tempo todo julgando, faz parte da biologia do ser humano. Estes julgamentos têm vieses que são automaticamente trazidos por nossa mente, conforme nossa história de vida e cultura. É como se fosse um atalho para nos ajudar nas tomadas de decisões. Porém, podem conter armadilhas. Num mundo com cada vez mais dados e informações, saber filtrar e separar o que importante (julgamento) e a partir destes insights fazer escolhas (tomada de decisão) definirá sua direção. Em outras palavras, ler e interpretar cenários e informações para definir estratégia e ação. Aprenda a analisar bigdata, escolha fontes confiáveis, faça benchmark, troque experiências.

8 – Orientação de serviço

No fundo toda atividade é servir. O produto ou serviço que você faz será usado por alguém. Então tem que ser útil, tem que ter percepção de valor. Estar atento às demandas desse usuário, o que ele precisa e deseja, ajustando a sua oferta é ter orientação para serviço. Se você não ouve seus clientes, sejam internos ou externos, você corre o risco de ser substituído ou perder seu valor.

Em um cenário de mudanças rápidas e disruptivas, entender seus clientes, estudar suas necessidades e apresentar novas soluções pode ser a diferença entre morrer ou estar vivo no seu negócio e na sua carreira.

9 – Negociação

Quer queira ou não, você negocia o tempo inteiro em sua vida. Que roupa comprar, que restaurante escolher, onde passar as férias, pedindo um desconto, ofertando algo, comprando, vendendo, definindo prioridade, dividindo tarefas.

Negociar não é somente para profissionais da área comercial ou para líderes. Negociar implica discutir, argumentar para chegar a um acordo. Pense que numa negociação sempre haverá pelo menos três cenários: o ótimo, o bom e o mínimo aceitável. Faça cenários do que quer negociar, defina para você argumentos prós e respostas para possíveis objeções, exercite seus limites. Entenda o que depende de você e do outro. No que pode ceder e no que pode convencer ou aceitar. Mesmo que você não seja um bom negociador, se você treinar vai ficar melhor do que está e assim aprenderá a desenvolver esta habilidade tão requisitada nos negócios e na vida.

10 – Flexibilidade Cognitiva

Ter flexibilidade cognitiva é estimular o pensar diferente, enxergar as coisas por ângulos aos quais não está acostumado. Para isto, você precisa exercitar ouvir o contraditório daquilo que é seu pensamento normal. Estar aberto a conhecer outras culturas, outras linhas de raciocínio. Conviver com diversidade, ter abertura à inovação. Leia sobre assuntos de seu interesse, mas busque outras possibilidades também ampliando temas que, mesmo distantes do seu foco inicial, possam ser tornar convergentes. O mesmo vale para filmes, artes, pessoas. Conviva com pessoas de outras tribos, permita-se. Se você, por exemplo, excluir perfis da sua rede social somente porque pensam politicamente diferente de você, você perde a oportunidade de refletir sobre a maneira como você pensa e como o outro pensa e com isto travar possíveis relacionamentos futuros, pois não ampliará sua base de discussões e visão de mundo.

Numa empresa, você terá muitas opiniões diferentes e muitas vezes divergentes. Saber conviver com isto, discutindo o objeto e não a pessoa, facilitará encontrar caminhos de resolução de problemas e melhorará seus relacionamentos, aumentando suas chances de gerar valor para seu trabalho e assim evoluir na sua carreira.

Todas essas são soft skills ou as chamadas habilidades comportamentais, que podem ser desenvolvidas e aprimoradas. O fundamental é que você analise seu perfil e descubra onde pode se aperfeiçoar.

Conseguiu identificar quais dessas habilidades você tem como pontos fortes e quais ainda precisam ser desenvolvidas? Compartilhe este artigo com outros profissionais para que eles também ampliem suas possibilidades do mercado de trabalho.

Paulo Sérgio de Souza CorrêaPaulo Sérgio de Souza Corrêa

RELATED ARTICLES
LEAVE A COMMENT