24 de setembro de 2021
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Os desafios dos gestores de RH para 2021

No primeiro artigo desta série, mostramos as principais tendências de RH para 2021, apontadas por líderes de seis países. Com base nessas perspectivas, eles apontaram também o que consideram como os maiores desafios para este ano na área de gestão de pessoas. Entre eles estão a volta segura ao trabalho presencial e a adaptação às novas formas de trabalho instituídas a partir da pandemia da Covid-19.

O Diretor de Vendas da Indeed Brasil, Felipe Scotti Calbucci, diz que, ao mesmo tempo em que muitas empresas seguirão com o trabalho remoto total ou parcialmente, para alguns setores, com o início da vacinação, as perspectivas começam a mudar e os gestores também começam a pensar na volta ao ambiente de trabalho. “Em 2020, os gestores tiveram o imenso desafio de colocar toda a sua força de trabalho para o ambiente remoto, do dia para a noite, e assegurar que os processos continuassem fluindo. Agora em 2021, um dos desafios de muitos gestores será justamente o contrário: como retornar ao ambiente de trabalho de maneira segura”, afirma

A Diretora de RH da Enacol (Cabo Verde), Indira Silva Leite, também aponta a melhoria das condições de higiene e segurança no trabalho como um desafio. “Cuidar será um dos grandes objetivos. O reforço das condições de saúde física e mental dos colaboradores, o cuidado constante pela melhoria das condições de trabalho e preparar-se para, a cada dia, gerenciar as emoções e gerir os riscos. Este é um grande desafio!”, avalia o Diretor de RH do Grupo TAP e Presidente da DCH Portugal, Pedro Ramos.

O Presidente Global da DCH, Organização Internacional de Diretores de Recursos Humanos (Espanha), Juan Carlos Pérez Espinosa, considera que os gerentes de RH terão que apoiar as novas formas de trabalho e desenvolvimento na organização, derivadas do trabalho remoto. E, ao mesmo tempo, terão que fazer de sua empresa uma empresa saudável. “Além disso, os locais de trabalho vão sofrer uma enorme transformação para se tornarem espaços e ambientes muito mais amigáveis, onde os funcionários também querem ir para o trabalho. Isto forçará os departamentos de pessoas a desempenhar um papel muito ativo na definição dos novos ambientes de trabalho”, completa.

“Será preciso fazer a capacitação dos colaboradores para diferentes cenários (curto, médio e longo prazo) e um investimento em inteligência emocional e promoção da resiliência”, diz a Diretora de RH da Enacol (Cabo Verde), Indira Silva Leite. O Diretor da DCH África (Moçambique), Marco Pimentel, acrescenta ainda a necessidade de um redimensionamento de pessoal com base em novas habilidades.

“Os gerentes de RH terão que adaptar uma grande parte dos perfis profissionais de sua equipe e de si mesmos a mais perfis digitais, por um lado, e com maior peso de análise de dados, por outro”, analisa o Presidente Global da DCH (Espanha), Juan Carlos Pérez Espinosa. Ele diz que, além dessa evolução dos perfis atuais, novos perfis profissionais estão sendo criados com um RH puramente digital e cientistas de dados especializados em RH, os quais os gerentes terão que incorporar às suas equipes.


O Diretor de RH do Grupo TAP e Presidente da DCH Portugal, Pedro Ramos, diz que é preciso rever o papel das pessoas dentro das empresas, alavancando o potencial de melhoria de humanização proporcionado pelos tempos de pandemia. E ainda, reforçar o papel da comunicação interna e das tecnologias como forma de implantação das bases para uma nova realidade híbrida (presencial e a distância, virtual e real), preparando as pessoas para essas novas realidades. “Por outro lado, reorganizar e reformular todos os processos de RH, tornando-os mais ágeis e muitíssimo mais flexíveis. É a hora de passar rapidamente de um ‘agile thinking’ para um ‘agile doing’ em todos os processos”, afirma.

A Diretora de Pessoas e Organização da Senior Sistemas, Jussara Dutra, diz que é necessário ter consciência dos desafios dos negócios nos quais estão inseridos e, quais os impactos diretos dos temas de gestão de pessoas. E desenvolver no seu time as competências necessárias para estes desafios. “Ser a referência das mudanças que são necessárias no contexto das mudanças aceleradas que a pandemia está promovendo. Criar cenários baseados em dados, que possibilitem a tomada de decisão e, que conectem estas ações com a estratégia da empresa”, complementa.

“Um dos principais desafios que estamos vendo para os gerentes de RH é como eles podem fornecer suporte para suas equipes de liderança e gerentes de primeira linha sobre como liderar uma força de trabalho virtual”, avalia a Líder Global de Gestão de Pessoas (Inglaterra), Jennifer Mounce. Ela diz que, quando você pode ver e interagir diretamente com seus funcionários durante o dia, você não precisa apenas confiar que eles estão fazendo seu trabalho porque você tem evidências concretas sobre isso. “A mudança para trabalhar virtualmente removeu essas referências, deixando muitos líderes e gerentes sem saber como administrar suas equipes. Os gerentes de RH, como parceiros de seus gerentes e líderes, são pontos cruciais de apoio para ajudá-los a fazer a mudança para liderar as equipes virtuais”, finaliza.


No próximo artigo vamos ajudar os profissionais de RH com orientações sobre como se preparar para essas tendências e desafios de 2021. Gostou dessa série? Então compartilhe os artigos e acompanhe também a Keeptalent nas redes sociais.

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Paulo Sérgio de Souza CorrêaPaulo Sérgio de Souza Corrêa

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