24 de setembro de 2021
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Profissionais de RH: como se adaptar às tendências e alavancar suas carreiras em 2021

Nesta série sobre o cenário de gestão de pessoas para 2021 já apresentamos as principais tendências de RH para este ano e também os desafios que precisam ser enfrentados, de acordo com a visão de líderes de RH de seis países. Neste último artigo da série, vamos mostrar a opinião desses especialistas sobre como os profissionais de RH podem se adaptar a essa realidade e alavancar suas carreiras.

O Diretor da DCH África (Moçambique), Marco Pimentel, resumiu em três pontos principais o que os profissionais devem fazer este ano: ser agentes de mudança, liderar através do exemplo e capacitar novos líderes. A Diretora de RH da Enacol (Cabo Verde), Indira Silva Leite, considera que precisam formular políticas estratégicas mais assertivas e adotar uma postura de gestão de trabalho flexível como regra. “Além disso, devem investir em capacitação contínua de acordo com a tendência atual do mercado (necessidade de domínio tecnológico) e garantir a preservação e o fortalecimento da cultura da empresa no modelo de trabalho remoto ou híbrido”, complementa.

O Diretor de RH do Grupo TAP e Presidente da DCH Portugal, Pedro Ramos, diz que os  profissionais de RH devem trabalhar na normalização dos novos modelos de gestão das emoções e da saúde física e mental nos contextos de trabalho, lidando internamente com a gestão dos ‘medos’ e a amplificação efetiva e pragmática de novos modelos de confiança – colaboradores e líderes confiáveis e confiantes – com o reforço das práticas de ligação ao negócio e mercado. “Os gestores de pessoas devem reestruturar de imediato os modelos de comunicação interna e de estimulação de proximidade entre os vários colaboradores, entre si, e entre estes e os clientes, bem como um reforço sobre o papel da autoliderança e do intraempreendedorismo são também essenciais neste ano que se inicia”. Pedro Ramos acrescenta ainda a necessidade de se construir um novo Guia de Gestão de Pessoas que, passando pela simplificação de vários processos e a revisão de outros, ajustando-os ao novo contexto de pandemia e pós-pandemia, estará sobretudo focado na construção e adoção um novo vocabulário compartilhado por todos os membros da empresa, que se materialize em novos discursos internos e externos, novas palavras de ordem e ideias-chave a serem utilizadas por todos.

De acordo com o Presidente Global da DCH, Organização Internacional de Diretores de Recursos Humanos (Espanha), Juan Carlos Pérez Espinosa, o escopo da função de RH está se expandindo muito e isso força seus profissionais a um importante processo de adaptação. “É preciso fazer uma evolução digital de seus perfis, treinamento em metodologias ágeis e em análise de pessoas. Ter pelo menos treinamento básico em finanças e, acima de tudo, entender que estamos em um momento fascinante para os profissionais das pessoas, o que nos coloca enormes desafios e faz de nossa profissão uma profissão ainda mais apaixonante, que será marcada por mudanças crescentes e isto implica que seus profissionais estejam em um processo de adaptação e aprendizagem ao longo da vida”, afirma.

“Ninguém sabe o que o futuro reserva, especialmente em meio a uma pandemia. Mas o que sabemos é que o local de trabalho nunca terá a mesma aparência e devemos continuar a evoluir na forma como contratamos – juntos. Assim como sempre ressaltamos que quem está buscando emprego precisa estar preparado e atualizado, o mesmo acontece com os profissionais de RH”, diz o Diretor de Vendas da Indeed Brasil, Felipe Scotti Calbucci. Ele acrescenta que é preciso acompanhar as mudanças para conseguir se adaptar. Segundo o Diretor de Vendas, pesquisa encomendada pelo Indeed, por exemplo, mostrou que um bom salário, estabilidade e um bom pacote de benefícios ainda são os critérios mais importantes para os candidatos na busca de um novo emprego, mas que agora um ambiente seguro e que permita distanciamento social entre os funcionários também passou a ser um critério na opinião de 15% dos mais de mil entrevistados. “É um número significativo e que não pode ser ignorado pelos profissionais de RH, porque podem fazer a diferença na hora de realizar uma boa contratação. Uma abordagem mais humana no trabalho, flexibilidade e compreensão com os funcionários e suas obrigações dentro e fora do trabalho, serão alguns dos principais diferenciais para alavancar a maneira como contratações são feitas”. Ele complementa ainda com uma dica para a carreira desses profissionais: quanto mais atentos e preparados estiverem, maior será a facilidade de se adaptar às mudanças quando necessário e seguir as tendências. “Mantenha-se atualizado, observe o que outras empresas estão fazendo de inovador e pense em formas de adaptar boas ideias dentro da sua empresa, esteja por dentro do que acontece neste mercado, principalmente quando falamos de diversidade, inclusão e pertencimento no local de trabalho”, finaliza.

A Diretora de Pessoas e Organização da Senior Sistemas, Jussara Dutra, diz que é necessária uma análise objetiva de quais competências precisa desenvolver, evoluir no conhecimento de negócio no qual está inserido, promover redes de aprendizado e busca constante de feedback sobre qual o valor de suas contribuições para a estratégia da empresa. “E também ter coragem de desapegar do que não gera valor para construir o novo. Além de estar preparado para persistir em um ciclo contínuo de aprendizado, em que a única certeza é que nunca estamos totalmente prontos e, contar com a colaboração dos que nos cercam, é fundamental para evoluirmos”, acrescenta.

“Esteja disposto a ouvir e a ter empatia com sua força de trabalho para inovar em torno das tendências e criar soluções que funcionarão para seu negócio. Os impulsionadores de carreira são aqueles abertos para assumir novas experiências, ter sucessos, cometer erros e aprender com tudo isso”, conclui a Líder Global de Gestão de Pessoas (Inglaterra), Jennifer Mounce.

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Paulo Sérgio de Souza CorrêaPaulo Sérgio de Souza Corrêa

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